terça-feira, 28 de janeiro de 2014



 

 


Que olhos…
 
Entrei numa livraria,
Numa hora abençoada,
Queria um livro de poesia,
E fui encontrar uma fada.
 
Ou uma santa qualquer,
Fugida do seu altar:
Tinha formas de mulher,
E uns olhos a cintilar.
 
Duas esmeraldas brilhando,
Numa tez em tom marfim,
Duas estrelas cintilando,
Num rosto de querubim.
 
Amendoados, tão belos
Só lhe encontrei um senão:
Guarda-los e poder tê-los
Dentro do meu coração.


Tivesse eu dinheiro aos molhos,
Fosse milionário um dia,
Para ver sempre esses olhos
Eu comprava a livraria.
 
Rio de Mouro, 27/O1/2014         

sábado, 7 de dezembro de 2013

DESENCONTRO


 
                      

                                   

 

DESENCONTRO


Um dia destes,
quando me for oportuno,
hei-de procurar por ti
seja onde for.
No infinito do céu
por entre as nuvens.
Na aridez do deserto,
pelo cimo das dunas.
Na frigidez dos polos,
pelos intermináveis glaciares.
Nos abismos dos mares
por entre os corais.
No recôndito das florestas,
onde nem o Sol penetra.
Seja lá onde for,
hei - de - te achar.
Pois neste Mundo por onde andei,
por mais que te procurasse,
nunca te encontrei …